Os pesquisadores fizeram um questionário com 715 pais e mães
sobre o uso diário de dispositivos touchscreen e os hábitos de
sono dos seus filhos. Os resultados mostraram que, no total, 75% das crianças e
bebês – todos com idades entre seis meses e três anos – usavam os aparelhos
diariamente. Entre os mais novos, de até 11 meses, o uso diário estava presente
em 51% dos casos, enquanto entre os mais velhos, de até três anos, o hábito
teve uma prevalência de 92%.
Analisando os dados, Smith e sua equipe descobriram que os
pequenos que passavam mais tempo utilizando os aparelhos dormiam menos durante
a noite e, apesar de dormir mais durante o dia, ainda tinham um total de horas
de sono menor do que a média. Eles também repararam que as crianças demoravam
mais para pegar no sono quando utilizavam celulares e tablets com
mais frequência.
Porém, antes de proibir completamente os filhos de utilizar
dispositivos, Smith afirma que outros estudos são necessários para compreender
como esse fenômeno ocorre e qual é a melhor maneira de evitá-lo sem perder os
aspectos positivos da tecnologia. Estudos anteriores do mesmo centro de
pesquisa já haviam mostrado que o uso de touchscreen (por
exemplo, usando os dedos para rolar a tela para baixo e controlando o
dispositivo em vez de assistir passivamente que os outros o façam) estava
associado com uma melhora no desenvolvimento motor em bebês.
“Antes de restringir totalmente o uso de touchscreen,
que pode trazer benefícios, nós temos que compreender profundamente como usar
essa tecnologia moderna de uma forma que maximize os benefícios e minimize
qualquer consequência negativa para as crianças”, afirma Smith.
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