O juiz leu a sentença primeiramente de Jhonatan Silva. Ele
foi condenado pela morte do jornalista com a pena de 23 anos, enquanto, por
formação de quadrilha, dois anos e três meses. Marcos Bruno pelo homicídio pena
de 16 anos de reclusão e formação de quadrilha, dois anos e três meses. Eles
não podem recorrer da sentença e serão encaminhados para o Complexo
Penitenciário de Pedrinhas.
Participaram do julgamento, como promotores de acusação
Rodolfo Soares dos Reis, Haroldo Paiva de Brito e Benedito de Jesus Nascimento
Neto, enquanto na linha de defesa, os advogados Pedro Jarbas e José Berilo.
Para conceder o ato de condenação aos réus foi composto o Júri Popular formado
por quatro homens e três mulheres da comunidade onde ocorreu o crime.
Os familiares da vítima, inclusive, a viúva do jornalista,
Silvana Sá, estavam presentes no julgamento. Eles assistiram o tempo todo
sentados nas primeiras cadeiras do auditório. A postura dos réus era de olhar
fixo para o corpo de júri.
Ainda em agosto do ano passado, o juiz Osmar Gomes conseguiu
que Jhonatan Silva; Marcos Bruno de Oliveira; José Raimundo Sales Chaves
Júnior, “Júnior Bolinha”; os policiais Alcides Nunes da Silva e Joel Durans
Medeiros; Elker Farias Veloso; o capitão da Polícia Militar Fábio Aurélio
Saraiva Silva, o “Fábio Capita”; Fábio Lago e Silva, o “Buchecha”; os
empresários Glaucio Alencar Pontes Carvalho e José Alencar Miranda de Carvalho
fossem pronunciados ao Júri Popular. Exceto, o advogado Ronaldo Henrique Santos
Ribeiro.
No período da tarde de ontem, o julgamento foi marcado por
muitas revelações. Uma delas, Marcos Bruno Oliveira negou o depoimento que
tinha concedido durante o inquérito policial na presença dos delegados Maymone
Barros, Roberto Wagner, Jefry Furtado e Roberto Larrat, na sede da
Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), no Bairro de
Fátima.
Ele ainda afirmou que foi torturado para confirmar que levou
na motocicleta Jhonatan Silva, no dia da morte do jornalista, ao local do
crime, na Avenida Litorânea.
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